Pesquisar este blog

sábado, 20 de agosto de 2011

A ESTÁTUA

A alma
estendida no varal
a me conter de encantos.
Desalinhos no que sou
confundem o que sinto
num quintal de prantos.
Autônomos sentidos
que dirigem contratempos
nestes desencantos.

O cenário é um corpo nu
que desabrocha a virgindade
de um pecado necessário.
Refém das ilusões
acolho as contradições do espírito
para retalhar minhas vontades
que são crimes que me invadem.

E desafio o amor
como quem vai a um labirinto
que não tem saída.
Inusitado descaminho
do que não tem volta.

Infidelidades que ao poema
se acomodam
pra comporem versos brandos
sobre a vida vã.

Disforme no que fui
me encontro atrás da cura
para as deficiências
do que não senti.
O que supunha meu sustento
era embuste impedindo o meu intento,
era o medo das contradições
pra me manter menino
vendo um homem a se decompor
aprisionado em formas fixas
de um poema inacabado.

Salutares dores denunciam
minha estátua interior.

Olho o varal
e estendida a alma estanque
que se move à revelia da vontade
pelo vento de um sentir
que não se abala
porque é plena liberdade.

E o corpo nu em palco aberto
a me compor como um poema incerto
e a abalar a multidão
que aprisionada grita
estagnada por aquilo que não vê.

Sentenças e crenças que se mesclam
no auditório imaginário
desta ficção que aliena o que não somos.

Sopros que da alma eclodem
para sucumbir o que morreu
num picadeiro onde ninguém ri
porque o palhaço representa
um roteiro que não entendeu.

Mas a estátua aos poucos
bole a face e causa susto
pro auditório que a custo
arrebenta a parede deste imaginário
e sorridente acha imprudente
as cenas que não vê.

O teatro se desfaz
e a estátua sente o outro lado
do cenário que a prendia
e vê a vida e vê o dia
e à revelia da plateia sentenciada à ilusão,
vai procurar outro roteiro
para outro palco
numa nova ordem para a velha ficção.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Oração a São Jorge "Por Pedro Bial"

Chagas abertas, Sagrado Coração todo amor e bondade, o sangue do meu Senhor Jesus Cristo, no corpo meu se derrame hoje e sempre.
Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge. Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me exerguem e nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal.
Armas de fogo o meu corpo não o alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrarem.
Jesus Cristome proteja e me defenda com o poder de sua Santa e Divina Graça, a Virgem Maria de Nazaré, me cubra com o seu Sagrado e divino manto, me protegendo em todas minhas dores e aflições, e Deus com a sua Divina Misericórdia e grande poder, seja meu defensor, contra as maldades de perseguições dos meus inimigos, e o glorioso São Jorge, em nome de Deus, em nome de Maria de Nazaré, e em nome da falange do Divino Espírito Santo, me estenda o seu escudo e as suas poderosas anulas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, do poder dos meus inimigos carnaise espirituais e de todas sua más influências, e que debaixo das patas de seu fiel ginete, meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós, sem se atreverema ter um olhar sequer que me possa prejudicar.
Assim seja com o poder de Deus e de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.
Amém

domingo, 24 de julho de 2011

DEUSES DA SEIVA

DEUSES DA SEIVA: "Muda de vida se tu não viveres satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se à vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser assim

Muda de vida se tu não viveres satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se à vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser assim

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Muda de vida se tu não viveres satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se à vida em ti a latejar

Muda de vida se tu não viveres satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se à vida em ti a latejar"

DEUSES DA SEIVA

DEUSES DA SEIVA: "Muda de vida se tu não viveres satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se à vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser assim

Muda de vida se tu não viveres satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se à vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser assim

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Muda de vida se tu não viveres satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se à vida em ti a latejar

Muda de vida se tu não viveres satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se à vida em ti a latejar"

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A pessoa



Em minhas lágrimas,
relativamente sujas,
estão as incertezas
de uma alma contraditória
e incompartilhável.

Trago no meu coração
o ópio das horas.
Indiferente a quase tudo
atormento-me
com a simples futilidade metafísica
dos que passam ao meu redor.

Imaginar que no dia seguinte
seguirei vivo
traz a insônia necessária
ao que quero compor.

Seria tão fácil se eu fosse os outros.
Dentro de mim, múltiplo,
a traição é sigilosa.

Do outro lado da minha janela
inúmeros donos de tabacaria
riem-se de mim
que não me sinto pessoa.

A ordem civil me transformou em nada.
Sintetizado em cumpridor de obrigações,
sem sensação nenhuma de vida,
desarmonizo-me
meio a uma harmonia falsa.

O universo se reconstruiria
em ideal de esperança
se o sorriso dos que passam
do outro lado da minha rua
não fosse
só um fato infeliz.

As tabacarias quase não existem mais,
mas os poetas são os mesmos
e se multiplicam em cruzes
que demarcam milenares aflições.

O pássaro que avisto no horizonte é irreal.
Melhor não ver
o que a parede do imaginário
sanciona como fato.

Acreditar que a vida
arrasta o destino das coisas
é ceder ao medo do invisível
e ir às representações
que amenizam nossos crimes inafiançáveis
e perfeitos.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Eu!?

Sou uma menina que aprendeu com alguém inteligente, que o silêncio é a maior arma contra os ignorantes e admiradores da furia.
Aprendi que é melhor ouvir toda essa gente burra falar merda e so da uma risadinha, pq no fim o que eles sempre procuram é discução.
Mesmo que te julguem, mesmo que te classifiquem, rotulem, que sentem no proprio rabo sujo e venha falar do seu,é melhor ficar calado..e rir, mesmo que por dentro...
Aprendi por experiencia propria, que as pessoas nunca sabem dos seus segredos, nunca participam de sua vida, que nao dividem seu sentimento, e mesmo assim, sempre sentem prazer em apontar o dedo e te julgar, por algo talvez que nunca tenha feito.
Mas o ser humano é assim, para livrar a culpa da sua alma,pra limpar toda sujeira que tenha feito nessa vida,pra apagar todos os erros e todas as mancadas e sacangens que cometeram com outras pessoas, elas transferem tudo pra vc.
Mesmo nunca tendo convivido com sua alma.O ser humano é pequeno, e por mais que afunde a cabeça em livros, casem-se, tenham filhos,conheçam pessoas,nunca aprenderao o que realmente é sentir, o que realmente é saber, apreciar e apenas observar toda a beleza da vida.
A essas pessoas, aprendi a dar o silêncio, e a maravilhosa risadinha ironica...
Pessoas que leem bons livros mas não os entendem, que não sugam a sabedoria e experiencia que eles podem oferecer.Que não sao capazes de pelo menos pegar um dicionário pra saber o significados das palavras que irá julgar os outros.
Pessoas frívolas que não sabem o sentido da palavra, pessoas fúteis, volúveis que falam mais que a propria voz possa suportar.
Hoje escrevo este texto para transcrever minha perplexidade e minha piedade por serem tão cegos de sua propria cegueira, de não poderem ver o caminho solitário que traçam dentro de si e que de nada adianta julgar e culpar os outros pelos seus erros e sentimentos fracassados.
São pessoas que tem dentro de si uma verdadeira escuridão, pessoas baldadas, frustadas sentimentalmente e malogradas na vida.
Que estão caminhando por um solo infértil e convencidas de que estão no caminho da luz, que adquirem sabedoria e que estão dotadas de rectidão, mas incapazes de perceber quão vagas estão suas almas e suas percepções do mundo e pessoas a sua volta.
Hoje aprendi a observar antes de julgar, pq sempre que julgamos alguem estamos limpando alguma sujeira nossa do passado.
E de nada adianta limpar nosso passado se nossas almas já estão vazias, se nossos corações ainda são levianos e se somos incapazes de perceber nossa propria cegueira,e assim libertar-mos-nos ...
Hoje aprendi que não adianta dar corda aos loucos, esle sempre voltam, eles sempre falam, mas eles nunca entendem.
Aprendi também que preocupante não é a visão que as pessoas tem de vc, as vezes essa é a própria visão que elas tem de si,que o importante mesmo é rir, engolir o vinho doce da amargura alheia e perceber que estas pessoas simplesmente queriam ser como vc, caminhar teu caminho, sair da escuridão, se libertarem da cegueira de suas almas e assim deixarem de ser tão vazias .