domingo, 30 de outubro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Força bruta
Operário feito larva
vai vencendo a terra magra
e ativando o sol da luta,
carpinando um canto lavra
pra ninar a sua mágoa
e abrandar a vida bruta.
No coração a dor opera,
pelo pão que a mão disputa
como a flor que o sol espera
sua espera é por labuta.
No luxo dos santuários
a fome alucina em vão
as preces dos operários
que débeis viram soldados
pelo lixo dos salários
cerzidos na escravidão.
No coração a dor opera
pelo chão que a mão disputa.
Lavrador que a terra altera
pra aterrar a dor que avulta.
vai vencendo a terra magra
e ativando o sol da luta,
carpinando um canto lavra
pra ninar a sua mágoa
e abrandar a vida bruta.
No coração a dor opera,
pelo pão que a mão disputa
como a flor que o sol espera
sua espera é por labuta.
No luxo dos santuários
a fome alucina em vão
as preces dos operários
que débeis viram soldados
pelo lixo dos salários
cerzidos na escravidão.
No coração a dor opera
pelo chão que a mão disputa.
Lavrador que a terra altera
pra aterrar a dor que avulta.
O pecador
O PECADOR
Do concreto acato os desacatos
que me acolhem
como quem daninhas ervas
num jardim de prantos colhe.
Acolho nos olhares que me entornam
sentimentos que transtornam
o que a face esconde
no semblante que não ri.
Pecador me perco
a me procurar
meio a parábolas
que não entendi.
Contorno os entornos de uma fé
que não possuo pra não ser ateu
e me absolvo dos pecados
que não cometi.
E possuído pela inexatidão do agora
passo a limpo o amanhã
e me confesso por aquilo que não fiz
para quem sabe ser o condenado pelo que não sei.
E me pergunto, pecador:
Por que me invade esta verdade que transcende
e que ninguém verá
posto que a vida que ninguém entende
gera perguntas sobre o que será?
Paulo Franco
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