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sábado, 20 de agosto de 2011

paulo franco

A MÃO E A LUVA

Uma chuva leve
lava o meu olhar
que peca.

A alma ardente,
o coração em chamas.

A minha mão
na luva
a esconder-se do que toca.

Dores que pulsam
incisivo tempo
de espera.

Relativo
o meu semblante vaga
no horizonte aberto
como afago pro olhar fechado
que se busca no infinito incerto.

Na chuva leve
em denso olhar
um pranto morno
a se mesclar
no frio das gotas
que me tocam
neste procurar.

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