A MÃO E A LUVA
Uma chuva leve
lava o meu olhar
que peca.
A alma ardente,
o coração em chamas.
A minha mão
na luva
a esconder-se do que toca.
Dores que pulsam
incisivo tempo
de espera.
Relativo
o meu semblante vaga
no horizonte aberto
como afago pro olhar fechado
que se busca no infinito incerto.
Na chuva leve
em denso olhar
um pranto morno
a se mesclar
no frio das gotas
que me tocam
neste procurar.
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