sexta-feira, 7 de outubro de 2011
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Força bruta
Operário feito larva
vai vencendo a terra magra
e ativando o sol da luta,
carpinando um canto lavra
pra ninar a sua mágoa
e abrandar a vida bruta.
No coração a dor opera,
pelo pão que a mão disputa
como a flor que o sol espera
sua espera é por labuta.
No luxo dos santuários
a fome alucina em vão
as preces dos operários
que débeis viram soldados
pelo lixo dos salários
cerzidos na escravidão.
No coração a dor opera
pelo chão que a mão disputa.
Lavrador que a terra altera
pra aterrar a dor que avulta.
vai vencendo a terra magra
e ativando o sol da luta,
carpinando um canto lavra
pra ninar a sua mágoa
e abrandar a vida bruta.
No coração a dor opera,
pelo pão que a mão disputa
como a flor que o sol espera
sua espera é por labuta.
No luxo dos santuários
a fome alucina em vão
as preces dos operários
que débeis viram soldados
pelo lixo dos salários
cerzidos na escravidão.
No coração a dor opera
pelo chão que a mão disputa.
Lavrador que a terra altera
pra aterrar a dor que avulta.
O pecador
O PECADOR
Do concreto acato os desacatos
que me acolhem
como quem daninhas ervas
num jardim de prantos colhe.
Acolho nos olhares que me entornam
sentimentos que transtornam
o que a face esconde
no semblante que não ri.
Pecador me perco
a me procurar
meio a parábolas
que não entendi.
Contorno os entornos de uma fé
que não possuo pra não ser ateu
e me absolvo dos pecados
que não cometi.
E possuído pela inexatidão do agora
passo a limpo o amanhã
e me confesso por aquilo que não fiz
para quem sabe ser o condenado pelo que não sei.
E me pergunto, pecador:
Por que me invade esta verdade que transcende
e que ninguém verá
posto que a vida que ninguém entende
gera perguntas sobre o que será?
Paulo Franco
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Ironia
A dias atras ocorreu me um episodio que deve ser postado.
a atual do ex de uma amiga entrou em contato com ela, e ela veio me contar a triste historia.
entrou em contato por uma rede social dizendo que precisava mt falar com ela,
minha amiga perguntou porque? a resposta foi:
-esta acontecendo umas coisas suspeitas,vc pode me ajudar?
minha amiga responde lhe: que nao era bruxa nem nem piscicologa conjugal.
e nao foi dito mais nada, de ambas as partes.
Mas ficou um ponto de ???? no ar
sera que era mesmo ela? se era porque procur a(D) minha amiga
???
Penso eu que pode ser curiosidade de saber como ela viveu com ele a 6 anos atras,ou é uma pessoa fraca de espirito e precisa mesmo de ajuda.
ESPIRITUAL
a atual do ex de uma amiga entrou em contato com ela, e ela veio me contar a triste historia.
entrou em contato por uma rede social dizendo que precisava mt falar com ela,
minha amiga perguntou porque? a resposta foi:
-esta acontecendo umas coisas suspeitas,vc pode me ajudar?
minha amiga responde lhe: que nao era bruxa nem nem piscicologa conjugal.
e nao foi dito mais nada, de ambas as partes.
Mas ficou um ponto de ???? no ar
sera que era mesmo ela? se era porque procur a(D) minha amiga
???
Penso eu que pode ser curiosidade de saber como ela viveu com ele a 6 anos atras,ou é uma pessoa fraca de espirito e precisa mesmo de ajuda.
ESPIRITUAL
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
mulher ou puta (paulo franco)
MULHER (ou A PUTA)
Um dia te deram um nome provisório
o qual permutaram pelo de esposa.
Chamaram-te, menina, menina moça
e de menina em menina, mulher.
Deram-te lições de corte,
costuraram a tua boca,
maquiaram-te em moldura
de barroco efeito
e te fizeram dar a vida
para proteger o fruto virginal perfeito.
E com as regras de ternura
tornaram-te a imprestável candura
reprodutora do ócio mortal do lar.
Mas tudo bem,
no fim, te prometeram um bem:
Ensinaram-te a ser doce para o amargo do par,
amar cedendo sempre a tua parte,
amar com arte coibindo a tua libido,
gemendo a dor do cotidiano
para amenizar o teu engano
e satisfazer quem te deu o nome de marido.
E como já de berço
rezaram-te todos os terços
com as regras de etiqueta,
menstruação e boa conduta,
caso percas o recato
arrancar-te-ão do retrato
pra te tomarem o nome
e te chamarem de puta.
Um dia te deram um nome provisório
o qual permutaram pelo de esposa.
Chamaram-te, menina, menina moça
e de menina em menina, mulher.
Deram-te lições de corte,
costuraram a tua boca,
maquiaram-te em moldura
de barroco efeito
e te fizeram dar a vida
para proteger o fruto virginal perfeito.
E com as regras de ternura
tornaram-te a imprestável candura
reprodutora do ócio mortal do lar.
Mas tudo bem,
no fim, te prometeram um bem:
Ensinaram-te a ser doce para o amargo do par,
amar cedendo sempre a tua parte,
amar com arte coibindo a tua libido,
gemendo a dor do cotidiano
para amenizar o teu engano
e satisfazer quem te deu o nome de marido.
E como já de berço
rezaram-te todos os terços
com as regras de etiqueta,
menstruação e boa conduta,
caso percas o recato
arrancar-te-ão do retrato
pra te tomarem o nome
e te chamarem de puta.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
SÓ MAIS UMA VEZ
SÓ MAIS UMA VEZ
é um pássaro azul que se olha em espelho
de enlevo suave em lábios de mel
no tempo secreto das suas saudades
invade verdades desnudas nos versos
em gestos de almíscar e dedos florais
o sândalo pulsa em suas auroras
sob uivos de lobos e cantos pardais
penetra nas veias da eterna criança
qual vento que abranda as brasas ariscas
e funda planícies com lábios e mãos
é ave sem plumas mulher de mil flores
com risos sublimes de cores carnais
trazendo notícias de lânguidas horas
em ânsias de Vênus e mornas carícias
canoras entregas em rosas vitais
agora que despe as orlas da lua
aragem de bocas tão nuas me aquece
navios mensageiros de longos afetos
aportam em cais com sisais de regresso
trazendo seus beijos que beijam trigais
trazendo o abraço fugaz do anseio
repouso de herói que é fim e é meio
nos seios de ninfa em lago voraz
colhia sussurros na boca do algoz
aroma de pêras servidas em si
maviosos caprichos mamilos de anis
e vaso de amêndoas sorvido veloz
em palcos secretos secretos recheios
de sais de sabores e rimas febris
enleios em tetos de espelhos fatais
abraçam teus olhos
é um pássaro azul que se olha em espelho
de enlevo suave em lábios de mel
no tempo secreto das suas saudades
invade verdades desnudas nos versos
em gestos de almíscar e dedos florais
o sândalo pulsa em suas auroras
sob uivos de lobos e cantos pardais
penetra nas veias da eterna criança
qual vento que abranda as brasas ariscas
e funda planícies com lábios e mãos
é ave sem plumas mulher de mil flores
com risos sublimes de cores carnais
trazendo notícias de lânguidas horas
em ânsias de Vênus e mornas carícias
canoras entregas em rosas vitais
agora que despe as orlas da lua
aragem de bocas tão nuas me aquece
navios mensageiros de longos afetos
aportam em cais com sisais de regresso
trazendo seus beijos que beijam trigais
trazendo o abraço fugaz do anseio
repouso de herói que é fim e é meio
nos seios de ninfa em lago voraz
colhia sussurros na boca do algoz
aroma de pêras servidas em si
maviosos caprichos mamilos de anis
e vaso de amêndoas sorvido veloz
em palcos secretos secretos recheios
de sais de sabores e rimas febris
enleios em tetos de espelhos fatais
abraçam teus olhos
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Interlúdio
INTERLÚDIOS
As músicas que estão em nós,
os versos, sonhos, as saudades...
fazem-nos múltiplos.
Contemporâneos, às vezes.
Passado quase sempre.
Tocamos as coisas
em dó maior do que sabemos
enquanto a pena
rege um texto sem musicalidade alguma.
A vida é uma representação
de vagas sensações
que nos concretizam
resultado de ilusões arrítmicas.
O hoje é executado pelo ontem
ainda que não exista amanhã
e tudo isto nos transcende
à harmonia do infinito que imaginamos.
As músicas em nós
nos acordes se desatam
acalmando os desalinhos
que o silêncio faz na alma
que se orquestra em interlúdios
de um efêmero que não passa.
Paulo Franco
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
Sonhos
Sera que as pessoas deixaram de sonhar?
ou sou eu que fui criança por muito tempo?
Voce lembra da postagem anterior? os poques da vida. E mais ou menos assim.
Outro dia estive a conversar com uma sobrinh a emprestada, e perguntei lhe o que ela queria da vida? pois ela anda um pouco desorientada,mas nao épor mau ela é boa pessoa.
ela respondeu me: nao sei! e pior afirmou nao saber,nao deixou o beneficio da duvida.Ai eu volto a perguntar, sera que o pessoal deixou de sonhar?
terça-feira, 6 de setembro de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
sábado, 20 de agosto de 2011
paulo franco
A MÃO E A LUVA
Uma chuva leve
lava o meu olhar
que peca.
A alma ardente,
o coração em chamas.
A minha mão
na luva
a esconder-se do que toca.
Dores que pulsam
incisivo tempo
de espera.
Relativo
o meu semblante vaga
no horizonte aberto
como afago pro olhar fechado
que se busca no infinito incerto.
Na chuva leve
em denso olhar
um pranto morno
a se mesclar
no frio das gotas
que me tocam
neste procurar.
Assinar:
Postagens (Atom)